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Pai que acorrentava criança em barril tenta justificar ação e gera revolta na web; Conselho Tutelar sabia do caso

Caso teve forte repercussão nacional no último final de semana, e gerou onda de revolta nas redes sociais.

G1 - R7 - Montagem

O caso de tortura de um menino de 11 anos em Campinas, descoberto no último sábado (30), gerou forte comoção no país. Depois de denúncias anônimas feitas por vizinhos, uma equipe da Polícia Militar conseguiu resgatar a criança, que era mantida em pé dentro de um barril de ferro, com mãos e pés acorrentados.

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Sem comer há muito tempo, o menino estava debilitado, e com sinais de desnutrição em estágio avançada. Após ser libertado pelas autoridades, ele foi atendido por uma equipe do Samu e encaminhado para o Hospital Ouro Verde, onde segue internado. Segundo o último boletim emitido pela Prefeitura de Campinas, o estado de saúde dele é considerado bom. O garoto permanecerá na unidade hospitalar até readquirir o peso ideal.

Depoimento

Três pessoas foram presas suspeitas da ação, entre elas, o pai da criança. No relato à polícia, o auxiliar de serviços de 31 anos, disse que o menino “é agitado dentro de casa“, e tomou a atitude para educá-lo. O registro foi feito no Boletim de Ocorrência do caso.

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A ação e justificativa do acusado para as torturas sobre o menino gerou forte revolta nas redes sociais. 

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“Eu tô chocada com o caso do menino de Campinas, porque eu já vi igual e minha mãe já foi ameaçada de morte por tentar denunciar o caso. Mas é muito triste um pai, um responsável achar que tortura é uma forma de educar”, disse uma internauta ao repercutir a notícia.

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“Eu sou contra violência, mais nessa caso, eu queria dar tanto soco na cara, nos rins, nas costelas desses fdps, que revolta. E esse conselho tutelar? Que acompanhavam o caso, a mais de um ano, não viram uma monstruosidade dessa? Até chorei quando vi as imagens”, publicou outro na web

“Muito triste essa notícia, porque coloca filho no mundo? Como ninguém da família, vizinhos, conselho tutelar interviu antes de chegar nesse ponto? Falhamos como sociedade”, afirmou outro internauta. 

Conselho Tutelar se pronuncia

Responsável pelo Conselho Tutelar na região onde o crime aconteceu, Moisés Sesion, admitiu em coletiva que houve uma falha no monitoramento do menino, uma vez que era de conhecimento que a família tinha problemas, inclusive com o histórico de uso de drogas. Sesion, no entanto, disse que o Conselho não sabia que o garoto era mantido nessas condições, sendo torturado, fisicamente e mentalmente.

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