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Médicos que retiraram órgãos de menino ainda vivo são condenados e pai desabafa: ‘Meu filho foi assassinado’

Após 20 horas de julgamento, a sentença foi divulgada neste sábado (30).

G1 | Divulgação

Um caso trágico ocorrido em abril do ano 2000 chegou ao fim neste sábado (30). O menino Paulo Veronesi Pavesi foi levado pelo pai a um hospital público em Poços de Caldas, no Sul de Minas Gerais, após cair de uma altura de mais de 10 metros. Segundo o pai da criança, Paulo Airton Pavesi, seu filho teve os órgãos retirados pelos médicos que o atenderam ainda vivo e sem autorização prévia da família.

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De acordo com o site G1, José Luis Gomes da Silva e José Luis Bonfitto foram condenados a 25 anos de prisão, sem a possibilidade de recorrerem de liberdade. Durante 20 anos, o pai de Paulo Pavesi buscou por justiça pela morte do filho.

O pai do menino só ficou sabendo que os órgãos do filho haviam sido retirados após receber uma conta do hospital no valor de cerca de R$ 12 mil. No documento constava a cobrança de medicações para remoção de órgãos, valor que deve ser pago pelo SUS (Sistema Único de Saúde), já que se tratava de um hospital público.

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Meu filho foi assassinado dentro de um hospital público e há mais de duas décadas aguardo alguma decisão. Os suspeitos continuam trabalhando e recursos de adiamento sendo aceitos”, desabafou o pai antes da sentença ser proferida na manhã deste sábado (30).

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O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais afirmou na decisão que os médicos cometeram ações e omissões de modo a forjar a morte da criança para que ele se tornasse doador de órgãos. O órgão constatou, ainda, que as atitudes dos médicos e o tratamento ineficaz causaram a morte encefálica de Paulo Pavesi.

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