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Brasil vai parar? Caminhoneiros marcam greve geral para segunda-feira, apesar de clemência feita por Bolsonaro

Jair Bolsonaro deve tentar uma cartada final nas próximas horas com o intuito de desmobilizar o movimento.

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Informações publicadas pela emissora de notícias CNN Brasil afirmam que representantes de sindicatos ligados à categoria dos caminhoneiros confirmaram greve geral para a próxima segunda-feira, dia 1º de fevereiro. A notícia foi veiculada na tarde desta quarta-feira (27), pouco após o presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) clamar para que o grupo desistisse do movimento.

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O Conselho Nacional de Transportes Rodoviários de Cargas (CNTRC) enviou um ofício ao Governo Federal, informando sobre a mobilização pela greve. O grupo sindical alega ter aproximadamente 40 mil filiados distribuídos em 22 estados da federação, prometendo um movimento geral em todas as rodovias do país.

Caminhoneiros fazem reivindicações a Governo Federal

A categoria alega ter sido lesada após uma série de promessas feitas pelo Governo Federal. O estopim para o movimento foi o anúncio do aumento do preço do diesel pela Petrobrás, uma das principais pautas dos caminhoneiros.

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Outras exigências dos trabalhadores versam sobre a fixação de um piso mínimo para os fretes, tendo em vista os valores considerados defasados na atualidade, além da cobrança por uma fiscalização mais atuante da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

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Crise do diesel

A Associação Nacional de Transportes do Brasil (ANTB) também confirmou que aderirá ao movimento. O presidente da entidade, José Roberto Stringascida, ressalta a questão do aumento do diesel nas refinarias como um dos pontos mais críticos para a eclosão da greve. “O reajuste no preço [do combustível] precisa ser no mínimo a cada seis meses. O ajuste semanal torna impossível o trabalho dos caminhoneiros”, disse.

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No início da semana, a Petrobras anunciou um reajuste de 5% no preço do diesel. A alta acumulada em 2021, que está em seu primeiro mês, é de 13,4%. Para tentar desmotivar o movimento, Jair Bolsonaro deve anunciar a redução do PIS/Cofins nas próximas horas – impostos que incidem sobre o óleo diesel.

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Escrito por Henrique Furtado

Henrique Furtado é um redator com vasta experiência no jornalismo online. Solidificou sua carreira com coberturas marcantes sobre os principais acontecimentos no Brasil e no mundo ao longo da última década. Suas especialidades englobam desde os bastidores da política, versando por esportes, atualidades e, claro, tudo o que acontece no mundo dos famosos. Está sempre ligado para entregar, em primeira mão, as últimas novidades para os seus leitores, 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano.

Contato: henriquefurtado.jornalista@gmail.com