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Justiça manda afastar secretário de Saúde que vacinou própria esposa: ‘daria minha vida por ela’

Após ter sido afastado de seu cargo, o secretário se pronunciou por live e disse que tomou tal atitude para proteger a mulher da sua vida.

Reprodução/Facebook

O secretário de Saúde Assis Silva Filho, de Pires do Rio, no sudeste goiano, foi afastado por dois meses do cargo. As informações foram passadas pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO). Segundo o órgão, a Justiça decidiu solicitar tal medida para que Assis não atrapalhe nas investigações em andamento. O secretário de Saúde é investigado por ceder uma dose do imunizante da CoronaVac à sua própria esposa, que não integra os grupos prioritários do Plano Nacional de Imunização (PNI) do novo coronavírus.

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Segundo o MP-GO, a medida de afastamento do secretário foi concedida pelo juiz José dos Reis Pinheiro Lemes, na última sexta-feira, 22. E mais, o órgão explica ainda que as investigações continuarão correndo durante o período de afastamento de Assis, para assim, saber se ele cometeu crimes de prevaricação e abuso de autoridade.

Após a repercussão do caso, a equipe de reportagem do G1 tentou contato com o profissional da saúde na manhã de sexta-feira e na manhã deste sábado, 23, na tentativa de um posicionamento, contudo, o mesmo não atendeu as ligações.

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Através de uma live realizada através da sua rede social, o secretário confirmou ter dado o imunizante para a esposa. A dose da vacina fazia parte dos imunizantes que foram recebidos pela cidade Pires do Rio. Em vídeo, Assis pediu desculpas por sua atitude e disse que a fez no intuito de proteger a “mulher de sua vida”.

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Assis contou que pegou o imunizante para resguardar e preservar a saúde de sua companheira. “Sou capaz de dar minha própria vida por ela”, contou.

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