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Após ter família devastada por falta de oxigênio e ficar órfã, jovem desabafa: ‘Me dê forças, meu Deus’

Jovem retornou ao Pará com a missão de cuidar dos irmãos mais jovens que ficaram órfãos por conta da Covid-19.

G1

A pandemia do coronavírus assola a vida de milhares de famílias em solo nacional. Na região Norte, a falta de oxigênio, insumo básico para uma unidade hospitalar culminou na morte de dezenas de pessoas. Em Faro, no Pará, sete pessoas da mesma família morreram asfixiados pela falta de oxigênio.

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Em entrevista ao portal G1, uma das familiares das vítimas fez um desabafo comovente sobre as perdas irreparáveis. Residindo em Manaus, onde estudava e trabalhava, ela teve que voltar até o município de Faro para cuidar dos irmãos mais novos, que como ela, ficaram órfãos: uma menina de 12 anos e um menino de 16.

Diante da falta de oxigênio, a família de Zaynny foi devastada. A bisavó Inacia Guerreiro Paulain, e a avó, Maria Varela Guerreiro, morreram primeiro por conta da Covid-19. Posteriormente, ela ainda perdeu os pais Zander Pereira Batista, de 39 anos, e Elriane Guerreiro Paulain, de 33 anos. 

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Mudança de planos

Com as perdas, Zaynny teve que repensar todos os planos para a vida. Para dar o suporte aos irmãos mais jovens, ela abandonou o emprego recém conquistado e a faculdade que se preparava para cursar, deixando os sonhos para um futuro próximo. 

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“Meu coração está em mil pedaços (….) Me dê forças, meu Deus, ainda tenho que ficar de pé pelos meus irmãos“, pediu Zaynny Paulain.

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Para Zaynny retornar ao município do oeste paraense, amigos realizaram uma vaquinha com o objetivo de arrecadar fundos para custear a viagem dela. A previsão era que ela chegasse à terra natal ainda nesta sexta-feira (22). A situação de Faro no combate à pandemia do coronavírus segue preocupante, a exemplo do que ocorreu em Manaus, a falta de oxigênio custou vidas.

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