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Auxílio Emergencial: governo toma atitude decisiva sobre programa e manda SMS para beneficiários

Benefício contemplou quase 68 milhões de brasileiros no ano passado; no entanto, muitos receberam benefício indevidamente.

Agência Brasil

Criado em abril do ano passado para ser uma válvula de escape da economia e um alento para as famílias brasileiras, o Auxílio Emergencial contemplou quase 70 milhões de pessoas nos últimos meses. Contudo, muitos acabaram recebendo o benefício mesmo sem respeitar os pré-requisitos estabelecidos pelo Ministério da Cidadania e Dataprev. 

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Tentando reaver o montante depositado para beneficiários que receberam as cotas indevidamente, o governo federal decidiu enviar mensagem de texto para servidores públicos e militares, aposentados e até mesmo presos do regime fechado, para que estes devolvessem as cotas.

Ao longo dos dias 21 e 22 de dezembro, cerca de 1,2 milhão de beneficiários irregulares foram notificados. A informação foi divulgada pelo portal G1, com base nos dados do Ministério da Cidadania. 

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Até a última sexta-feira (08), a pasta responsável pelo programa não informou quantas pessoas haviam devolvido o dinheiro. O motivo pelo qual presidiários receberam mensagens também não foi revelado. 

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Números

A relação com os beneficiários que receberam o programa de forma indevida conta com 119.688 aposentados ou beneficiários do INSS, 5.929 servidores públicos civis, 4.453 servidores públicos militares e 3.401 presidiários do regime fechado.

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O Ministério da Cidadania não explicou por qual motivos estas pessoas receberam cotas do programa mesmo não atendendo as condições estabelecidas para se tornar apto para receber o programa.

Possível prorrogação

Apesar do governo se posicionar contrário a extensão do Auxílio Emergencial, alguns parlamentares já estão se movimentando protocolando alguns pedidos para a prorrogação do estado de calamidade, bem como a continuidade do benefício que ajudou milhares de brasileiros no último ano.

O assunto vem sendo mencionado até mesmo pelos candidatos à presidência da Câmara dos Deputados. Em discursos recentes, Arthur Lira (PP-AL) e Baleia Rossi (MDB-SP) afirmaram que irão se movimentar para tentar a manutenção do auxílio. 

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