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Homem que negava existência de Covid-19 passa 13 dias internado e mostra arrependimento: ‘Implorei pela vida’

Índice de novos infectados e mortes em decorrência da Covid-19 subiu drasticamente nas últimas semanas.

G1

A pandemia do coronavírus segue assolando a população nacional em ritmo preocupante nas últimas semanas. Prestes a atingir 200 mil óbitos em decorrência da doença, o Brasil viu os índices da Covid-19 disparar no final de 2020. Apesar de todo o cenário de alerta, muitas pessoas insistem em não acreditar na doença, e não cumprem o devido isolamento social, necessário para evitar uma disseminação maior do vírus.

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Em Sorocaba, um barbeiro de 39 anos se mostrou arrependido após desdenhar e negar a existência da doença. Depois de 13 dias internado na Santa Casa, Rodrigo Augusto comoveu no desabafo dado em entrevista à TV TEM nesta semana. 

“Eu não acreditava na Covid até chegar dia 24 e pedir socorro e implorar pela vida. Hoje é o dia da vitória”, disse Rodrigo Augusto.

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De acordo com o paciente, ele apresentou um quadro de falta de ar – sintoma mais grave da Covid-19 – e precisou ser rapidamente conduzido à UPA do município. Pouco tempo depois, ele acabou sendo transferido para a Santa Casa. 

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“Acreditem, usem álcool em gel, mantenha distanciamento social. É importante pela vida. Quando você cai em um leito é que você vai entender que a vida é o bem mais precioso”, afirmou o barbeiro, que deu entrada no hospital na véspera de Natal e passou todas as festividades internado, se recuperando da doença. 

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Números da Covid-19

No último mês de 2020, a cidade de Sorocaba, no interior de São Paulo, fez uma bateria de testagens na rede pública de 10.475 exames. Destes, 3.756 apontaram positivo, ou seja um quantitativo de 31% do total dos testes. 

Em relação a outubro, por exemplo, o índice de infecção após a realização de 16.911 testes foi de apenas 13,5%. 

De acordo com o balanço emitido pelo consórcio de imprensa, o Brasil registrou 1.266 óbitos em decorrência da Covid-19 nas últimas 24h. É a maior marca desde o mês de agosto, período do “pico” da doença. Os números totais já ultrapassam a casa dos 199 mil mortos. 

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