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Linhagens, cepas e mutações do coronavírus: conheça detalhes, o que são e quando é preciso se preocupar

As novas variantes do coronavírus tem deixado algumas regiões em alerta, como o caso do Reino Unido.

UOL

No começo do ano passado, pesquisadores da China revelaram ao mundo o primeiro genoma de um vírus que começou infectando humanos e se mostrou altamente contagioso. A doença no início estava restrito somente ao país asiático e foi chamada pelos cientistas de SARS-Cov-2. O que ninguém poderia imaginar é que a enfermidade se espalharia pelo mundo inteiro mudando completamente a rotina da sociedade em todos os cantos do planeta.

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Após um ano da circulação do vírus, milhões de genomas já forma compartilhados por pesquisadores durante esse período. E como já era aguardado pelos pesquisadores, já ficou comprovado que o coronavírus não é o mesmo que foi apresentado pela primeira vez ao mundo no mês de janeiro de 2020. Isso quer dizer que o vírus passou por mutação ao longo de sua circulação, ou seja, sofreu alteração no material genético.

Genomas com mutações parecidas formam o que cientistas chamam de variantes, cepas ou linhagens do vírus. Apesar das diferenças internas continua sendo o conhecido SARS-Cov-2, conforme explicação dos pesquisadores que concederam entrevista ao BBC News Brasil. Uma dessas linhagens fez com que o Reino Unido tomasse uma atitude drástica fechando suas fronteiras.

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O governo britânico fez o alerta sobre a variante do coronavírus que acabou se tornando dominante em seu território, inclusive na cidade de Londres, sofrendo mais de 10 mutações que podem ter feito com que a transmissão fosse facilitada. Essa cepa também foi achada em outros países como Austrália, Itália, Holanda e Islândia.

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Quando se preocupar com as variações do vírus

Ana Tereza Ribeiro de Vasconcelos, que é pesquisadora da UFRJ, reconhece que caso o vírus se torne mais perigoso isso vai ocorrer através de mutações. Esse é o motivo dos especialistas monitorarem o vírus que circula pelo país. “Tem alterações em algumas partes do genoma que não acontece nada. Mas se ocorre em um local chave que afeta a ligação (do patógeno) com o sistema imune, aí é preocupante”, explicou a profissional.

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Vacinas

Após o anúncio das mutações do vírus uma preocupação tomou conta de muitas pessoas em relação a vacina contra a Covid-19. A dúvida é se o imunizante vai funcionar nestas novas variantes do coronavírus. Segundo pesquisadores, as vacinas treinam o sistema imunológico para poder atacar partes diferentes do vírus. Portanto, esse cenário alarmante a princípio estaria descartado.

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