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Mulher toma corajosa decisão e engravida do marido 10 anos após a morte dele; história emociona

Samille se apaixonou por Cleberton na adolescência; ele morreu em 2010 depois de descobrir um tumor no cérebro.

Arquivo pessoal Samille Simões Landim

Samille Simões Landim tem 33 anos e a história de vida dela é surpreendente. Aos 10, ela conheceu Cleberton. Ele tinha 19 na época. Aos 12, a menina roubou um beijo do rapaz de 21 anos. Quando ela tinha 16, eles se reencontraram. Nascia ali uma grande história de amor. Samille e Cleberton começaram a namorar. Em 2008, eles se casaram.

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Cleberton queria ter uma família grande. No primeiro ano de casamento, o casal tentou uma gravidez e não conseguiu. Diante da dificuldade, procuraram ajuda médica e entraram em um quadro de esterilidade sem causa aparente.

“Passamos com um especialista em reprodução assistida, fizemos alguns tratamentos, entre eles, três tentativas de inseminação intrauterinas, mas nenhuma deu certo. Ficávamos na expectativa, mas todo mês era uma frustração”, diz Samille em seu relato sobre a história de amor com Cleberton.

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Em agosto de 2010, foi feita uma tentativa de fertlização in vitro. Três embriões foram implantados e três foram congelados. Uma semana depois de realizar o procedimento, na véspera de fazer o teste de gravidez, Samille sofreu um acidente de carro e perdeu os embriões. O fato abalou o casal.

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De Minas Gerais, eles se mudaram para o Rio de Janeiro, a convite dos pais de Samille. Eles iriam inaugurar uma creche em fevereiro de 2011. Antes disso, duas coisas aconteceram. Em outubro, Samille engravidou natuaralmente. No dia 25 de dezembro de 2010, Cleberton passou muito mal e foi encaminhado ao hospital com fortes dores de cabeça e espamos musculares nos braços e nas pernas.

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O quadro de saúde ele foi piorando. No dia 27, Cleberton foi para outro hospital, passou por uma série de exames e a ressonância, pronta no dia seguinte, mostrou que ela estava com um tumor cerebral maligno. O médico chamou Samille contou tudo. O conselho do médico: que ela aproveitasse cada segundo ao lado do marido sem revelar o diagnóstico.

Cleberton perguntou à esposa o que o médico havia dito. Ela mentiu para poupá-lo. Disse que ele teria que ficar internado para uma investigação mais detalhada. “Ele acreditou”, revela Samille. Cleberton ficou internado por 15 dias. Neste período, ele não desistiu do sonho de ser pai e queria fazer nova inseminação. Nos dias seguintes, Samille começou a ter enjoos, cólicas e tonturas.

Samille fez um teste de gravidez e deu positivo. A alegria de estar grávida entrou em conflito com o fato de o marido estar em estado terminal. Cleberton ficou muito feliz ao receber a notícia de que seria pai. O médico, que havia proibido que ele saísse para realizar a inseminação, resolveu dar alta. A gravidez foi descoberta no dia 6 de janeiro de 2011. Cleberton entrou em coma no dia 6 de fevereiro e morreu no dia 13, aos 32 anos.

O nome do bebê – Pietro ou Pietra – estava escolhido antes da morte de Cleberton. Nasceu um menino, que hoje tem 10 anos. Antes da morte, Cleberton pediu a Samille que implantasse os três embriões que ficaram congelados. A mulher manteve o sonho vivo.

Depois de briga judicial porque o Conselho Regional de Medicina (CRM) não queria autorizar a inseminação, a clínica realizou o procedimento. Dos três embriões, dois foram implantados. O teste de gravidez deu positivo. Com seis semanas de gestação, Samille sofreu aborto espontâneo e perdeu um dos bebês. O outro, Enrico, ela queria que nascesse no dia 13 de fevereiro de 2021, quando completa dez anos da morte de Cleberton.

No dia 3 de dezembro, porém, a bolsa rompeu. Enrico nasceu em um parto prematuro. Pesando 885 gramas, o bebê foi encaminhado à UTI, lutou bravamente, mas acabou morrendo no dia 15 de dezembro. Saille, que rompeu relacionamentos nos últimos anos porque seus namorados não queriam que ela tivesse um filho do marido morto, finaliza emocionada.

Agora, ele está junto ao pai e nos cabe seguir com a certeza de que Deus é por nós. Tenho muito orgulho de ser mãe do Enrico, me tornei mãe de um anjo”, disse a mulher na entrevista ao site Viva Bem. A história tem emocionado muita gente.

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Escrito por Diogo Marcondes

Jornalista formado desde 2015. Jornalista por vocação desde que nasceu. Redator da i7 Network. Aqui escrevo sobre política, futebol, TV & famosos e qualquer outro assunto que esteja repercutindo no Brasil e no mundo.
Entre em contato comigo pelo @DiogoMarcondes no Twitter!