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Madrinha da menina de cinco anos, morta por bala perdida no Réveillon, desabafa e comove: ‘Deus levou minha pequena’

Sepultamento de Alice Pamplona, de cinco anos, foi marcado por emoção e pedidos de Justiça neste sábado (2).

Foto - Cleber Júnior (Extra) - UOL

Trágico. Assim foram os primeiros minutos de 2021 para a família da pequena Alice Pamplona da Silva de Souza, criança de cinco anos vítima fatal de mais um episódio de bala perdida no Rio de Janeiro. Acompanhada de familiares no Réveillon para fazer a queima de fogos, a garotinha acabou sendo atingida no pescoço e não resistiu. O caso ocorreu na madrugada da última sexta-feira (1), no Morro do Turano, na Zona Norte do Rio.

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Socorrida e encaminhada ao Hospital Casa de Portugal, a garotinha não resistiu ao ferimento e morreu tragicamente por volta de 1h10 do primeiro dia de 2021.

Em entrevista exclusiva ao jornal Extra, a prima e madrinha de Alice, Mayara Aparecida de Souza, de 22 anos, fez um desabafo comovente ao lembrar da alegria da garotinha e da triste perda em sua família. 

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Segundo ela, todos estavam assistindo à queima de fogos, inclusive Alice, que gostava muito de ver esse momento. A garota estava no colo da mãe, quando foi alvejada e gritou ““, sendo rapidamente socorrida por Mayara. Em vídeo publicado nas redes sociais, é possível ver a menina se queixando, e os familiares entrando em desespero para salvá-la.

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Os familiares estavam tristes por terem perdido o avô no mês de setembro, mas contentes por se reunirem novamente para a virada do ano, quando sofrem mais um duro golpe. 

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“Não ouvi tiros no momento. Só fogos. Não sei como minha tia vai viver. Alice era filha única e a neta mais nova. Mas Deus levou minha pequena. Era uma menina alegre”, desabafou Mayara. 

Sepultamento

O corpo da pequena Alice foi sepultado neste sábado (2), no Cemitério do Caju, na Zona Norte do Rio. A cerimônia marcada por forte comoção foi acompanhada por cerca de cem pessoas entre familiares e amigos. A mãe e a avó de Alice passaram mal durante a cerimônia, e não acompanharam o sepultamento até o fim. A avó da garotinha teve que ser carregada por algumas pessoas que acompanhavam o último adeus para Alice.

De acordo com informações da Polícia Militar, no momento em que Alice foi baleada, não havia nenhum tipo de operação e registro de confronto na região onde a criança morava. 

Moradores apontaram que, na virada do ano, estava ocorrendo um baile funk no Morro do Turano. O caso está sendo investigado.

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