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Mãe leva filha a quase 10 médicos até descobrir síndrome rara provocada pela Covid-19 e desabafa: ‘Terrível’

Caso aconteceu no litoral paulista; mãe ‘peregrinou’ com a filha por médicos até atestar síndrome causada pela Covid-19.

G1

A pandemia do coronavírus segue assolando a população mundial em larga escala. Ao contrário do que se pensava no início da doença, o vírus também afeta crianças, mas de maneira silenciosa. No litoral paulista, a família da pequena Alice da Silva Ribeiro, de 5 anos, levou a criança em sete médicos até descobrir, depois de um mês, que ela estava com a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P).

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O problema raro é decorrente da infecção por coronavírus. Alice estava com o vírus no organismo, mas não apresentou sintomas. Em entrevista ao G1, a mãe da garotinha, Eva Vilma dos Santos, de 32 anos, desabafou sobre o drama vivido.

Segundo ela, Alice acabou contraindo Covid-19 da avô, que foi passar uns dias na casa da família, mas não sabia que estava infectada. Todos da casa contraíram a doença.

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Um mês depois do quadro de infecção, Alice começou a apresentar febre alta. Levada a um pronto-socorro, a criança foi submetida a um exame de raio-X, nenhuma infecção pulmonar foi apontada. A garotinha, no entanto, não apresentou melhoras.

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Três dias depois, Eva levou a menina novamente à unidade. Além da forte febre e dores, Alice aparentava estar com conjuntivite. “O médico pediu alguns exames e me falou que tinha dado infecção no sangue. Ela gritava de dor”, disse Eva, que desde o início do problema acreditava que poderia se tratar de uma síndrome.

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Apesar de expor isso nos atendimentos médicos da filha, foi desacreditada. A síndrome que Alice foi diagnosticada é rara, podendo se desenvolver em pessoas de 0 a 19, que contraíram a Covid-19, previamente, e que já estão curados da doença.

A cura

Depois de muita peregrinação em hospitais, a pequena Alice, que chegou ficar internada por 10 dias, conseguiu se recuperar da doença, após o último médico que lhe atendeu acatar a suspeita da mãe para a síndrome.

“Ela ficou cinco dias sem comer nada. Foi terrível, traumatizante. Além de tudo, ela sentia dores no peito e teve uma leve anemia. Tem crianças que estão morrendo por causa disso. Eu acho que, se tivesse demorado mais, tínhamos perdido ela”, desabafou Eva Vilma, ligando o alerta para que o caso de sua filha não se repita com outras crianças.

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