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Pedreiro preso há dois anos por crime que não teria cometido é solto e tem reencontro emocionante com família

Jovem de 20 anos teve o alvará de soltura expedido às vésperas do Natal e pôde reencontrar esposa e filhos.

UOL

Após determinação no presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Humberto Martins, o pedreiro Robert Medeiros da Silva Santos, de 20 anos, foi libertado na tarde desta quinta-feira (24), no interior de São Paulo. O jovem estava preso desde novembro de 2018.

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Aguardando ansiosamente o alvará de soltura, Robert recebeu a boa notícia da sua liberdade por volta das 15h. Após a expedição do documento pela Justiça de Presidente Prudente (SP), ele deixou a penitenciária de Dracena, no interior paulista, e enfim pôde reencontrar a esposa Vitória, e seu pequeno filho de dois anos e sete meses. 

Robert foi condenado na 13ª Vara Criminal de São Paulo e no Tribunal de Justiça do estado por uma suposta participação em um assalto a um ônibus, ocorrido em 2018, no bairro Socorro, na capital paulista. 

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Diante de um pedido do grupo de advogados Innocence Project Brasil, o ministro Humberto Martins reconheceu que há “dúvida razoável” no processo que deu a sentença de 10 anos de prisão ao pedreiro. Com a decisão, Robert responderá o processo em liberdade. O caso será analisado por uma turma do STJ.

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O crime

O assalto teria sido praticado por três homens armados. Na oportunidade, os criminosos levaram R$ 40 da gaveta do cobrador e uma carteira com documentos de um passageiro. Nenhuma das vítimas foram feridas.

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Cerca de dois meses após este crime, Robert acabou sendo abordado por uma equipe da Polícia Civil de São Paulo, que o conduziu para a delegacia. Na localidade, sem a presença do advogado, o rapaz foi reconhecido pelo motorista do ônibus, e teve imediatamente a prisão preventiva decretada. Em poucos meses, ele foi julgado e condenado a dez anos de prisão. 

Apurando o caso, o grupo de advogados do Innocence Project Brasil apontou algumas contradições nos depoimentos dados pelo motorista, e mostrou que ele chegou a reconhecer de forma informal a fotografia espalhada no Facebook de uma outra pessoa que não era Robert. Identificado como Rodrigo Gonçalves da Silva, o homem que aparece nas fotos também nega participação no crime, e disse nunca ter visto Robert antes das prisões. 

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