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Nova mutação do Coronavírus pode ser 70% mais transmissível e alerta é ligado: ‘Mais sofrimento’

Muitos países na Europa já passam por segunda onda de infecção e estão adotando medidas restritivas.

Lucas Borges Teixeira/UOL

A pandemia do coronavírus continua assolando a população mundial em larga escala. Na Europa, muitos países já vivenciam a segunda onda de infecção da doença. Neste sábado (19), o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disse a nova mutação do vírus localizado no Reino Unido pode ser até 70% mais transmissível, de acordo com uma análise preliminar. No entanto, ainda não há evidências científicas de que a variação seja mais mortal. 

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O primeiro-ministro ainda destacou que os planos de flexibilizar as restrições de circulação durante o Natal terão que ser cancelados, no intuito de não disseminar ainda mais o coronavírus. 

“Dadas as primeiras evidências que temos sobre esta nova variante do vírus, e o risco potencial que ela representa, é com o coração muito apertado que devo dizer que não podemos continuar com o Natal como planejado”, desabafou o Boris Johnson.

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De acordo com o novo modelo de restrição, os britânicos agora não podem mais se reunir em lugares fechados com pessoas que moram em residências distintas. Em áreas abertas, as reuniões só estão liberadas por um único dia. 

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Alerta

Membro do Grupo de Aconselhamento Científico para Emergências do governo britânico, Jeremy Farrar alertou sobre seguir os protocolos de restrição para que o pior seja evitado. 

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“Deixar de agir com decisão agora significará mais sofrimento. Devemos continuar nos perguntando ‘estamos fazendo o suficiente, estamos agindo com rapidez suficiente?'”, disse Farrar.

No início da semana, membros da Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmaram que já estão monitorando a nova variante do coronavírus, no intuito de identificar se esta mutação torna o vírus “mais complicado” ou permita uma maior disseminação de novas infecções. 

O Reino Unidos é um das poucas regiões no mundo onde o processo de vacinação já foi iniciado. Em solo nacional, o governo aguarda a conclusão dos estudos de testes e a liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. O início da vacinação no Brasil está previsto para o primeiro semestre de 2021.

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