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Aos prantos, motorista presta esclarecimentos e conta detalhes do acidente com ônibus em MG: ‘falha técnica’

O acidente aconteceu na BR-381 que é conhecida no estado como rodovia da morte por causa do grande número de acidentes.

Otempo

O acidente que aconteceu em Minas Gerais e deixou 19 pessoas mortas causou grande comoção na população. O motorista que estava responsável por dirigir o ônibus que despencou da Ponte Torta, em João Monlevade, na BR-381, Luiz Viana, havia fugido após ter pulado do veículo antes que ele caísse. A tragédia aconteceu na última sexta-feira, 4 de dezembro, mas somente nesta segunda-feira (7), o motorista apareceu para poder prestar esclarecimentos sobre o acidente. Ele foi ouvido na Delegacia de Polícia Civil em João Monlevade, que fica localizada na região central de Minas Gerais. O homem alegou que teve problemas técnicos com o freio do veículo.

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Paulo Tavares, delegado que está responsável pela apuração dos fatos, contou que o motorista deu um depoimento esclarecedor e condiz com tudo que foi falado pelas vítimas. “Segundo ele, houve uma falha técnica com o veículo, isso vai ser confirmado ou não posteriormente com as provas periciais e testemunhais. Ele esclarece que o ônibus voltou de marcha ré e que houve um problema no freio do veículo. Ele chorou o tempo todo”, disse o delegado.

A versão sobre a perda de freio já havia sido falada pelas vítimas que sobreviveram a tragédia e agora foi confirmada pelo motorista do ônibus. Se ficar comprovado através da perícia que houve uma falha mecânica, os donos da empresa que são responsáveis pelo coletivo podem responder pelo crime de homicídio.

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No entanto, o delegado fez questão de frisar que é necessário aguardar que o inquérito seja concluído para que depois seja apontada o tipo de omissão da empresa. Isso quer dizer que o responsável pelo ônibus pode ser obrigado a indenizar as vítimas da tragédia e ainda pagar criminalmente. A polícia está averiguando a responsabilidade de todos os envolvidos, já que o veículo é da Localima, mas estava arrendado pela JS Turismo.

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O condutor do ônibus disse que não teve nenhuma pane anterior ao momento da tragédia. Ele contou que fugiu por medo, já as pessoas paravam no local e perguntavam por ele, ao se sentir acuado resolveu fugir. O depoimento durou cerca de três horas e ele chorou o tempo todo, disse o delegado.

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