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Infectologistas fazem grave alerta sobre Covid-19 para virada do ano e início de 2021: ‘bomba-relógio’

Pandemia já vitimou mais de 170 mil pessoas em solo nacional e números seguem em alta.

Pixabay

A pandemia do coronavírus segue assolando a população mundial em larga escala. No Brasil, os casos seguem crescendo exponencialmente nas últimas semanas, após um cenário de queda. Conforme o ano vai se aproximando do seu fim, especialistas da área de infectologia temem que o país possa multiplicar o número de caso da Covid-19 por conta da realização de festas e confraternizações de Natal e Ano Novo.

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Apesar de alguns estados já anunciarem medidas de restrições para festas, e outros até mesmo cancelarem eventos, a postura ainda encontra resistência por parte do governo federal e de seus apoiadores. Na última sexta-feira (4), por exemplo, foi criada a hashtag #VaiTerNatalSim, com pessoas se mostrando contra as orientações de rigidez por conta da pandemia.

De acordo com infectologistas ouvidos pelo UOL, essa divergência e falta de sintonia entre as autoridades sobre as medidas de restrições resultará em um aumento exponencial de infecções em dezembro e início de ano complicadíssimo. Uma espécie de “bomba-relógio”. 

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Em São Paulo, o governo do estado proibiu o Réveillon em bares, restaurante e hotel e ainda orientou que festividades em casa reúnam, no máximo, até 10 pessoas. Em Belo Horizonte, o consumo de bebidas alcoólicas em bares, lanchonetes e restaurantes serão proibidas a partir desta segunda-feira (07). A exemplo de São Paulo, o Rio Grande do Sul suspendeu as festividades do fim de ano. 

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“Há diferentes posições entre estados, municípios e União. Tem governador que mandou cancelar evento, mas tem prefeito querendo fazer, enquanto o presidente trata a doença como ‘gripezinha’. A população fica sem saber a quem obedecer”, afirmou o infectologista Valdez Ramalho Madruga.

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“Falta postura, uma liderança. Não vai dar certo se cada estado fizer do seu jeito”, disparou a infectologista Eliana Bicudo, apontando ainda que a “segunda onda já chegou”.

Itália em alerta

Conhecida por uma expressiva tradição natalina, a Itália resolveu adotar uma postura cautelosa sobre as festas de fim de ano. Voltando a registrar um volume maior de casos, o país europeu instaurou um decreto com medidas rígidas entre 21 de dezembro e 6 de janeiro. Até mesmo a tradicional Missa do Galo, teve o seu horário antecipado, e ocorrerá duas horas antes do habitual. 

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