Dor, comoção e sofrimento marcam enterro de primas mortas por bala perdida; família está destruída

A duas primas vítimas de bala perdida, Rebecca Beatriz e Emilly Victoria foram sepultadas lado a lado.

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Dor e comoção marcaram o enterro das primas Rebecca Beatriz Rodrigues Santos, de apenas sete anos, e da pequena Emilly Victoria da Silva Moreira Santos, que tinha quatro anos. As garotinhas foram enterradas lado a lado, neste último sábado, 5 de dezembro, no Cemitério Nossa Senhora das Graças, que fica na cidade de Duque de Caxias. Cerca de 200 pessoas, entre familiares e amigos foram ao local para  prestar as últimas homenagens às meninas que partiram de forma tão inesperada.

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As duas foram vítimas de bala perdida. O fato aconteceu na noite desta última sexta-feira, 4 de dezembro, na região conhecida como Baixada Fluminense. As duas primas estavam brincando na frente do portão da residência, que fica na comunidade chamada Barro Vermelho, em Gramacho, quando ocorreu o tiroteio.

A pequena Emily iria completar cinco anos no próximo dia 23. Os familiares resolveram enterrar a menina usando a roupinha de Moana, princesa da Disney, que seria o traje usado pela criança no seu aniversário. Aliás, esse era o tema escolhido para poder celebrar mais um ano da menina que, infelizmente, teve a vida interrompida de forma abrupta por causa da violência. Essa seria a primeira vez que Emily comemoraria o seu aniversário com festa.

Muitas crianças foram até o cemitério para poder se despedir das colegas, elas choravam e seguravam flores no cemitério. O pai da pequena Emily, Alexsandro dos Santos, não conseguiu conter a emoção, passou mal e precisou ser amparado. No momento em que aconteceu o enterro, foi ele o responsável por fechar o túmulo da filha usando as próprias mãos e fez o mesmo no de Rebeca que era a sua sobrinha.

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O homem que estava muito emocionado fez um desabafo comovente: “Estamos enterrando mais uma vítima da violência na nossa comunidade. Duas crianças. Minha filha e minha sobrinha. Está aí os governadores que só querem ganhar dinheiro nas costas dos outros. Estou enterrando a minha filha, que não viveu nada”.

Infelizmente, as duas meninas que perderam a vida de forma violenta e inesperada acabam entrando para as estatísticas das vítimas de bala perdida no Rio de Janeiro.