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Mãe de Miguel desabafa após primeira audiência: ‘Querem transformar meu filho num demônio, e Sarí, em santa’

Miguel morreu no dia 2 de junho depois de despencar de uma altura de 35 metros em um prédio.

G1

Esta quinta-feira (03) marcou a primeira audiência de instrução do caso de morte do menino Miguel. O garoto de cinco anos caiu de um prédio de luxo em Recife no mês de junho e não resistiu aos ferimentos. Ele havia sido deixado pela mãe, a ex-empregada doméstica Mirtes Souza, com a patroa, Sarí Corte Real, que responde pela acusação de abandono de incapaz.

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Abalada pela perda do seu filho, Mirtes não críticas em seu depoimento nesta quinta-feira (03), em coletiva após a audiência. 

“Querem transformar meu filho num demônio e Sarí, em santa. Meu filho era uma criança saudável, educada, e eles querem transformar meu filho na pior criança do mundo e querem fazer que Sarí pague de doida. Ela é uma mãe de família, mãe de dois filhos, empresária. É muito fácil colocar a culpa numa pessoa que já está debaixo de sete palmos de terra”, disparou Mirtes Souza.

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O caso

Empregada da família de Sarí Corte, Mirtes Souza deixou o filho com a patroa para levar o cachorro da patroa para passear. Em imagem registradas pelas câmeras de segurança, o menino aparece insistindo para entrar no elevador, até que a empresária deixa ele entrar e aperta um botão do painel do elevador. 

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O garoto subiu até o nono andar e acabou despencando de uma altura de 35 metros, e não resistiu. 

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Segurança reforçada

O caso por ser de grande repercussão, impactou no reforço da segurança nos arredores da 1ª Vara de Crimes contra a Criança e o Adolescente de Recife. Do lado de fora, várias pessoas representando movimento negros de Pernambuco e familiares de Miguel protestaram pedindo justiça pela morte da criança.

Ao todo, foram ouvidas oito testemunhas de acusação e quatro testemunhas de defesa. O interrogatório de Sarí Corte Real não foi realizado, e deve ocorrer em outra sessão. 

Em nota, o TJPE afirmou que “será marcada uma nova data para a oitiva de mais uma testemunha de defesa e para o interrogatório da acusada [Sari]”.

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