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Loja do Carrefour não foi destruída e incendiada em protestos por morte de João Alberto; verdade é revelada

Morte de João Alberto culminou em vários protestos contra o Carrefour e uma fake news vem sendo divulgada nas redes sociais.

Jornal La Nacion

A rede de supermercados Carrefour se tornou alvo dos holofotes nas últimas semanas, após o caso de morte ocorrido em uma loja em Porto Alegre, quando o cliente João Alberto foi espancado e asfixiado por dois seguranças da unidade. O crime revoltou brasileiros em vários estados e culminou em protestos. Contudo, a propagação de Fake News também aconteceu.

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Nos últimos dias, uma foto de uma loja do Carrefour, tomada por um grande incêndio, tem sido amplamente divulgada nas redes sociais, sendo colocada como um desdobramento de protestos contra a morte de João Alberto Freitas. No entanto, o G1 fez a checagem do fato é constatou que o registro foi utilizado em um contexto totalmente diferente.

A foto em questão foi tirada na Argentina e é antiga. Sendo feita em novembro de 2018. Naquela oportunidade, uma loja da rede situada no distrito de Tigre, em Buenos Aires, foi tomada pelas chamas, como noticiou o jornal hermano La Nación. 

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O local, que ficou sob as chamas, era um espaço de diversão com trampolins e outros brinquedos. As chamas, inclusive, não causaram danos ao supermercado, que fica situado em um piso abaixo do local do incidente, afirmara o jornal. 

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Protestos nacionais

A morte de João Alberto Freitas na unidade do Carrefour em Porto Alegre desencadeou vários protestos em outras lojas da rede espalhadas por solo nacional. Além da própria unidade da capital gaúcha, onde o crime aconteceu, lojas de São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Rio de Janeiro e Recife foram alvo de manifestantes. 

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Em casos mais graves, lojas acabaram sendo depredadas e protagonizaram início de incêndio. Mas rapidamente foi controlado por policiais, que faziam a segurança dos estabelecimentos. 

Após a morte de João Alberto, que ganhou forte repercussão nacional, o Carrefour anunciou a criação de um fundo de R$ 25 milhões, que será destinado a iniciativas de combate ao racismo estrutural no Brasil.

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