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Homem que fez ofensas racistas a entregador leva a pior e pode parar atrás das grades após denúncia

Caso gerou grande revolta na população brasileira após vazamento de vídeos.

G1

O morador de um condomínio de Valinhos, em São Paulo, que fez ofensas racistas a um jovem entregador de empresa de aplicativos, foi denunciado à Justiça pelo Ministério Público na última segunda-feira (30). O caso se deu em julho e provocou uma grande revolta da população nacional após vídeos serem divulgados. Em defesa, o pai do agressor disse que o filho sofre com um quadro de esquizofrenia paranoide.

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De acordo com a promotora Regina Mondin, o acusado Matheus Abreu Almeida Prado Couto possivelmente será condenado por praticar crime de discriminação racial, cuja a pena gira em torno de um a três anos. Além da pena de prisão, ele ainda deve pagar “valor mínimo” para reparar danos morais provocados a Matheus Pires Barbosa, vítima das ofensas.

A denúncia do Ministério Público foi feita na última segunda-feira (30) e até o momento, a Justiça de Valinhos ainda não se posicionou se acatará ou não a solicitação.

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Celeridade

Ainda no pedido, o MP solicita que o caso seja tratado com prioridade e agilidade no andamento do procedimento para avaliar, por meio de perícia médica, a sanidade mental do acusado.

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Em um trecho do documento, a promotora responsável pelo pedido detalha os xingamentos proferidos pelo acusado, e afirma que ficará a cargo do Poder Judiciário determinar qual valor necessário para reparar os danos morais à vítima, no entanto, estipula um valor mínimo de R$ 500 mil.

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“O denunciado, insatisfeito com o serviço, com a intenção não só de desqualificar e humilhar o entregador, mas de afirmar sua superioridade e subjugar todos os integrantes da população negra, utilizando elementos de raça e cor, chamou-o de ‘preto’, ‘negro’, ‘encardido’, ‘fedido’, ‘favelado’, ‘pobre’, ‘nojento’, ‘marginal'”, diz um trecho do documento encaminhado pela promotora do MP à Justiça. 

Na época em que o caso veio à tona, o pai do acusado apresentou um atestado médico à Polícia Civil relatando que o filho sofria de esquizofrenia.

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