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Motorista de ônibus em acidente que matou 41 pessoas pode se complicar após depoimentos reveladores

Acidente ocorreu em um trecho perigoso da rodovia Alfredo de Oliveira Carvalho.

G1

Deixando um saldo de 41 mortos e 11 feridos, o acidente ocorrido entre um caminhão e um ônibus na última quarta-feira (25), na Rodovia Alfredo de Oliveira Carvalho, foi o mais grave e com maior número de vítimas nas rodovias brasileiras em 2020.

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Depois da identificação de todos os corpos, a polícia e perícia já iniciaram as investigações para apurar as verdadeiras causas que culminaram no acidente.

Sobrevivente na tragédia, o motorista do ônibus disse em depoimento preliminar, horas depois do ocorrido, que o veículo que ele dirigia faltou freio, obrigando-o a pegar a pista contrária. A polícia, no entanto, também trabalha com a possibilidade de falha humana, ou seja, de uma ultrapassagem forçada e proibida por parte do condutor.

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Ainda se recuperando do acidente, o motorista deve prestar depoimento oficial nos próximos dias. Contra ele, acaba pesando alguns depoimentos fortes de sobreviventes e familiares de vítimas que morreram na tragédia. 

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 “O motorista sempre foi apressado mesmo. Não tinha medo de pisar no acelerador e agora está aí a tragédia de mais de 43 pessoas mortas (oficialmente 41)”, lamentou Raquel Ferreira Monteiro, esposa de uma das vítimas do trágico acidente. 

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Sobrevivente, Rosana Aparecida Santos, de 47 anos, também deu depoimento que pode complicar o motorista.

“Foi uma ultrapassagem proibida por parte do motorista, ele estava muito encostado no caminhão da frente e mesmo assim, sem visibilidade, ultrapassou”, disse ela, que teve apenas escoriações.

Outras versões

Em entrevista ao programa Encontro, da TV Globo, Elian Marcos, um dos sobreviventes no trágico acidente, saiu em defesa do motorista e disse que o condutor do ônibus não tentou uma ultrapassagem proposital.

“Não era uma ultrapassagem, porque era uma reta, aí tinha uma subida e depois tinha uma curva“, disse ele.

Denúncias

Responsável pelo transporte dos funcionários para a empresa têxtil Stattus Jeans, a Star Turismo não tinha licença para circular. Além da documentação vencida, a empresa ainda tinha um débito de R$ 5 mil somente com o ônibus envolvido no acidente, autuado 11 vezes, entre as ocorrências, multa por má conservação.

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