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Sobrevivente de acidente comove em desabafo: ‘Tive que passar por cima de pessoas mortas e outras agonizando’

Sobrevivente não sofreu grandes escoriações e lembra precisamente de momentos que antecederam o acidente.

G1

O trágico acidente ocorrido na última quarta-feira (25), na Rodovia Alfredo de Oliveira Carvalho entre um caminho e um ônibus, deixou um saldo de 41 mortos e 11 feridos, e uma situação desoladora para familiares das vítimas.

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Sobrevivente no acidente, Rosana Aparecida Santos, de 47 anos, que ia para mais um dia de trabalho na fábrica têxtil de Fartura, interior paulista, relatou em entrevista à Época momentos que antecederam o ocorrido e cenário protagonizado após a forte colisão entre o ônibus que ela estava e o caminhão que vinha no sentido contrário.  

“Foi muito rápido. Não senti nada batendo em mim. Peguei minha bolsa, levantei e saí pelos fundos, que estava aberto. Tive que passar por cima de várias pessoas mortas e outras agonizando”, disse Rosana. 

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A sobrevivente estava sentada em uma poltrona do meio, no lado oposto do motorista, setor este que ficou menos avariado no forte impacto. 

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Após a batida, Rosana estava consciente e sem sangramentos. Entre as 11 pessoas feridas, cinco delas já receberam alta, enquanto os demais seguem internados em unidades de saúde do interior de São Paulo.

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Maior acidente do ano

A tragédia ocorrida nesta quarta-feira (25), segundo o tenente da PM, Alexandre Guedes, é o maior já registrado no ano de 2020. As investigações ainda estão no seu curso inicial, mas as autoridades trabalham com duas possibilidades: falha no freio ou uma ultrapassagem em local proibido. 

Segundo o Departamento de Estradas e Rodagem, este foi o primeiro acidente fatal no trecho da Rodovia Alfredo de Oliveira Carvalho entre Taguaí e Taquarituba nos últimos dez anos.

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