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Ex-fiscal denuncia existência de ‘sala secreta’ em Carrefour, onde João Alberto foi morto; violência era autorizada

João Alberto estava realizando compras com a esposa na última quinta-feira (19), no Carrefour, quando foi morto por dois seguranças do local.

Reprodução - TV Globo

O caso de espancamento e morte de João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, ocorrido em uma unidade do supermercado Carrefour em Porto Alegre, na última semana, gerou uma onda de revolta e protestos nos últimos dias. Cliente da loja, o soldador teve um desentendimento com um funcionário no interior do estabelecimento, desferiu um soco em um dos seguranças, e na sequência acabou sofrendo diversas agressões, vindo a óbito após ser asfixiado.

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Na última segunda-feira (23), o UOL teve acesso a um depoimento de um ex-fiscal da unidade onde João Alberto foi assassinado. Nas declarações dadas à polícia, o homem de 34 anos, que não teve a identidade revelada, disse que a gerência do estabelecimento autorizava o “emprego de violência” em clientes que “estavam causando problemas”.

Após se desentender com uma funcionária no interior da loja, João Alberto foi conduzido para a parte externa do supermercado, e após dar um soco em um dos seguranças, foi agredido por cerca de três minutos, e acabou morrendo depois de ser asfixiado. 

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Depoimento revelador

Ainda no depoimento que o UOL teve acesso, o ex-fiscal que trabalhou por cerca de dois meses na unidade da Zona Norte do Carrefour, afirmou que existe uma sala sem câmeras de segurança na unidade, onde é “usual a prática dos seguranças do local de imobilizar suspeitos e levar até a referida sala para que nada fosse gravado pelo sistema de segurança”.

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Em nota enviada ao UOL, o Carrefour não se posicionou sobre a existência da sala citada pelo ex-fiscal, mas reforçou que o estabelecimento só atua com empresas de segurança que possuem homologação da Polícia Federal e exige aos fornecedores o cumprimento do seu Código de Conduta.

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Detido enquanto aguarda investigações do caso, o policial militar temporário, Giovane Silva, não poderia estar trabalhando no local por ser PM, o tipo de “bico” não é permitido pela corporação. Ele estava em seu primeiro dia exercendo a função de segurança no local. 

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