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Ex-fiscal dá depoimento impactante sobre Carrefour em que João Alberto foi morto; rede pode se complicar

Ex-funcionário de unidade onde João Alberto foi assassinado deu declarações reveladoras sobre unidade do Carrefour onde crime foi registrado.

UOL | Divulgação | Montagem Ingrid Machado

O caso de crime ocorrido dentro de uma unidade do supermercado Carrefour, em Porto Alegre, na última semana, continua apresentando novos desdobramentos. Na última terça-feira (23), o UOL teve acesso a um depoimento exclusivo de um ex-fiscal da loja onde João Alberto, foi assassinado, com revelações fortes.

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Segundo o ex-fiscal em informe à polícia, a gerência da unidade do Carrefour situado na Zona Norte de Porto Alegre, autorizava o “emprego de violência” em clientes que “estavam causando problemas”.

Após desentendimento com funcionários e seguranças do estabelecimento, João Alberto foi espancado e morto no estacionamento do supermercado. Acusados do crime, Magno Braz Borges e o policial temporário Giovane Gaspar da Silva continuam presos. 

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De acordo com o depoimento, o ex-fiscal de 34 anos disse que havia recomendação do uso da violência para que suspeitos também confessassem “furto ou confusão ocorrida no interior do estabelecimento”.

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Sala secreta

Ainda segundo o ex-fiscal, na unidade do Carrefour onde o crime aconteceu há uma sala sem câmeras de segurança bem próxima onde João Alberto foi agredido, e era normal a prática dos seguranças imobilizar suspeitos e levar para a referida sala para que nada fosse gravado. 

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O ex-fiscal, que não teve a identidade revelada, trabalhou na unidade por dois meses no final de 2019.

Carrefour se pronuncia

Em comunicado enviado ao UOL, o Carrefour disse que todos os funcionários e prestadores de serviço de segurança são submetidos a um rigoroso treinamento para que tratem os clientes com respeito e cordialidade.

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