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Delegado diz que avó queimada com cigarro pelo neto se sentia culpada pelas agressões: ‘Grande temor’

O delegado Felipe Santoro, titular da 13ª DP (Ipanema) deu detalhes sobre o caso.

G1 | Divulgação

O caso do neto que foi flagrado por câmeras de segurança agredindo a avó segue repercutindo. Na última semana, imagens chocantes da série de agressões foram divulgadas na web. Mateus da Luz, de 21 anos, confessou as agressões e afirmou à polícia que queimava a pele da avó, Maria Stella Vasconcelos da Silva, com a ponta do cigarro.

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O jovem foi preso no último sábado (21). De acordo com o delegado Felipe Santoro, titular da 13ª DP (Ipanema), que também atende a região do Leblon, onde a família reside, a avó negava e omitia as agressões por se sentir culpada pelo comportamento do neto.

Vizinhos da família observaram lesões na idosa de 76 anos e decidiram denunciar o caso à polícia. Segundo testemunhas, Maria Stella ficava a maior parte do tempo da portaria do prédio para evitar que fosse agredida pelo neto. A idosa minimizou as agressões, mas Mateus confessou tudo à polícia.

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Ela se sentia culpada pelas agressões e temia represálias, caso ambos retornassem à mesma residência. A versão da idosa não é fidedigna. Há nítido intuito de inocentar o neto, não por má-fé, mas, sim, por grande temor e por uma falsa percepção dos fatos, gerada por uma sensação de culpa, imposta pelo próprio autor”, afirmou o delegado.

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Mateus já possuía diversas passagens pela polícia, incluindo delitos de quando ainda era menor de idade. O jovem chegou a ficar internado em um Sanatório no Rio de Janeiro para tratar a dependência química. Ainda segundo o delegado, a idosa está sendo acompanhada e recebendo suporte psicológico após a prisão no neto.

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