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Carrefour abre pela primeira vez após morte de João Alberto e funcionária desabafa: ‘Bem difícil’

João Alberto estava realizando compras com a esposa na última quinta-feira (19), no Carrefour, quando foi morto por dois seguranças do local.

Foto: Max Correa/RBS TV

O caso de morte ocorrido em uma unidade do supermercado Carrefour, em Porto Alegre, chocou milhares de brasileiros na última semana. Cliente do estabelecimento, João Alberto foi espancado até a morte por dois seguranças.

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Três dias depois do ocorrido, a unidade em que o fato ocorreu reabriu as suas portas nesta segunda-feira (23). O estabelecimento permaneceu fechado desde a última sexta (20).

A loja situada na Zona Norte de Porto Alegre reabriu às 8h, e uma hora antes o estacionamento já havia sido liberado para os clientes acessarem o local. Em contato rápido com o G1, uma funcionária, que não teve o nome revelado, resumiu a sensação de estar de volta à normalidade do trabalho: “Bem difícil”. 

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Morador do bairro, o vigilante Alexandre Moreira Oliveira, desabafou sobre a morte de João Alberto, criticando a ação dos seguranças. “Desumano foi. A gente é preparado pra abordar e tirar pessoas, não bater. É triste. Nós passamos por preconceito direto e isso só indigna”, desabafou. 

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Revolta

A morte de João Alberto, ocorrida na véspera do Dia da Consciência Negra, gerou uma onda de protestos e revolta pelo Brasil. Um dia depois do crime, várias unidades do supermercado Carrefour de algumas capitais do país foram alvo de protestos. Em alguns casos, lojas chegaram a ser depredadas, enquanto em outras o manifesto foi mais pacífico. 

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Vídeos

A polícia segue trabalhando na investigação do caso e conta com imagens das câmeras de segurança espalhadas pelo supermercado para auxiliar na apuração do caso.

Em um vídeo divulgado de forma exclusiva pelo jornal Zero Hora no último domingo (22), um outro segurança aparece enquanto João Alberto está sendo asfixiado e fala pra ele não “fazer cena”, e que eles “tinham avisado da outra vez”, abrindo assim precedentes para a existência de um desentendimento anterior da vítima com funcionários do supermercado.

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