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Lágrimas, indignação e pedido por justiça marcam enterro de homem morto no Carrefour

João Alberto estava realizando compras com a esposa na última quinta-feira (19), no Carrefour, quando foi morto por dois seguranças do local.

Imagem: Hygino Vasconcellos/UOL

Vítima fatal de um espancamento até a morte em uma unidade do supermercado Carrefour, em Porto Alegre, João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, foi velado e sepultado neste sábado (21), na capital gaúcha. As últimas despedidas a ele foram marcadas por forte comoção, desabafos e pedidos por justiça.

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Durante o velório, o pai da vítima, João Batista Rodrigues de Freitas, voltou a falar sobre o assunto, e pediu que a discussão de racismo entre na grade curricular das escolas. 

“Foi uma violência brusca que tirou a vida do meu filho. Gostaria que os movimentos contra o racismo não fossem necessários, mas é preciso mudar o que esta acontecendo. Dizem que vai mudar, mas nunca muda. Isso deve começar nos bancos escolares”, desabafou João. 

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Processo

De acordo com o tio de João Alberto, Beto Rogério da Silva, de 53 anos, a família já planeja mover uma ação contra o Carrefour. De acordo com a família, o supermercado ainda não os procurou, versão rechaçada pela rede.

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No caminho até o local do sepultamento, familiares e amigos de João Alberto entoaram cânticos religiosos. Nitidamente abalada pela perda, a esposa da vítima passou a maior parte do percurso de cabeça baixa. 

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Por fim, o pai de João Alberto pediu uma salva de palmas para o filho, e quando o caixão era colocado na gaveta as pessoas presentes começar a gritar pedindo justiça.

Protestos

A última sexta-feira (20) foi marcada por inúmeras manifestações em unidades do Carrefour de algumas capitais do país, como São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, além da unidade onde o ocorrido se deu, na Zona Norte de Porto Alegre.

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