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Abalada, esposa de homem espancado até a morte no Carrefour clama por justiça em velório

João Alberto estava realizando compras com a esposa na última quinta-feira (19), no Carrefour, quando foi morto por dois seguranças do local.

Tiago Guedes / RBS TV / G1

O caso de morte por espancamento de João Alberto Silveira Freitas ocorrido na última quinta-feira (19), em uma unidade do Carrefour, em Porto Alegre, tem gerado grande repercussão e revolta em milhares de brasileiros.

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Neste sábado (21), o corpo de Beto, como era conhecido, está sendo velado no Cemitério São João, situado na Zona Norte de Porto Alegre. O sepultamento está previsto para ocorrer às 11h30. 

Muito abalada com o caso, a esposa dele não quis conversar muito com a imprensa, mas pelo pouco que falou, clamou a Justiça seja feita no veredicto do crime. 

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“Eu não tenho nada pra falar. Só quero justiça, quero que paguem”, desabafou Milena Borges, que acompanhava o marido no supermercado no dia do crime. 

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O caso

João Alberto, de 40 anos, foi assassinado por dois seguranças do supermercado Carrefour após desentendimento com uma funcionária. A vítima foi levada para o estacionamento da unidade, sendo alvo de inúmeros golpes. Segundo a perícia inicial, ele foi agredido por cerca de cinco minutos, e a causa da morte apontada foi asfixia. 

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Acionada, uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi até o local, mas João Alberto já estava sem sinais vitais. Os dois homens foram presos em flagrante, e possivelmente responderão por homicídio triplamente qualificado. 

Um dos seguranças envolvido no crime era policial militar temporário, e não poderia estar executando o “bico”. Segundo a defesa, ele estava em sua primeira noite de trabalho, e reagiu após ter sido agredido pela vítima.

O caso segue sendo investigado pelas autoridades, que fazem uma varredura no sistema de câmeras de segurança do local para conseguir novas provas que possam ajudar na elucidação do crime.

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