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Sem vacina e com quase 170 mil mortos por Covid-19, Mário Frias faz apelo para governadores e prefeitos voltarem com os eventos

O secretário especial de Cultura do Governo Federal participou da cerimônia de abertura do V Congresso Brasileiro dos Promotores de Eventos.

Foto: Newton Santos

Em meio à pandemia de coronavírus, que só no Brasil já matou quase 170 mil pessoas, o secretário especial de Cultura do Governo Federal, Mário Frias, fez um apelo para governadores e prefeitos de todo o Brasil olhar com sensibilidade e cuidado para os promotores de eventos. “A pandemia tomou uma proporção que ninguém imaginava e afetou principalmente a economia criativa, que movimenta 4% do PIB nacional. Estamos fazendo o possível para auxiliar quem trabalha com cultura e entretenimento por meio de ações como a Lei Aldir Blanc. Mas é preciso mais. É importante que as atividades retornem, com responsabilidade. Precisamos voltar com os eventos e dar respeito e dignidade ao setor”, afirmou.

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Ele participou nesta terça (17) da abertura do V Congresso Brasileiro dos Promotores de Eventos, encontro promovido pela Associação Brasileira dos Promotores de Eventos – ABRAPE, que acontece até quarta (18) no Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer, em São Paulo. Com o tema “Juntos por uma retomada consciente”, reúne grandes nomes do show business para discutir e debater diversos assuntos relacionados a toda a cadeia produtiva de cultura e entretenimento do Brasil, em especial como será a retomada do segmento, um dos mais impactados pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

O empresário e presidente da ABRAPE, Doreni Caramori Júnior, também reforça a necessidade de um diálogo entre entidades e governos que tenha como foco o planejamento do futuro do segmento. “O nosso setor é altamente impactante no PIB e na geração de empregos. Envolvemos cinco milhões de empregos formais e informais em todo país que estão parados. Não queremos esmola, queremos trabalhar. Precisamos ter clareza, um planejamento dos próximos passos. Queremos o apoio dos governos federal e estaduais para deixarmos de ser invisíveis. Evento envolve planejamento, venda. Está mensagem precisa ecoar pelo país”, desabafou.

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Futuro da Lei Rouanet é tema de debate durante Congresso da ABRAPE 

A Lei Rouanet é essencial, mas deve ser aperfeiçoada. Este é o balanço do painel “Incentivos fiscais e as ferramentas de apoio do poder público ao setor de entretenimento e cultura”, realizado neste primeiro dia de programação do V Congresso Brasileiro dos Promotores de Eventos, encontro promovido pela Associação Brasileira dos Promotores de Eventos – ABRAPE. “Eu falo bem da Lei Rouanet. Vocês sabem quantas formalizações foram realizadas por causa dela? Mais de um milhão de MEIs que passaram a emitir nota fiscal. São artistas e toda uma cadeia de trabalhadores que atuam no segmento”, disse Sergio Ajizenberg, da Divina Comédia – Agência de Marketing Cultural em São Paulo. 

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André Porciúncula Alay Esteves, secretário Nacional de Incentivo e Fomento à Cultura, afirmou que o atual governo compreende a importância da lei, apesar do mau uso e má gestão em alguns casos. “É dinheiro público de renúncia fiscal e precisa ser aperfeiçoada. Quando o presidente fala sobre o fomento, a preocupação dele é com o Brasil profundo, daquele artista de pequenas cidades que não são atendidos pelos mecanismos de fomento. É um equívoco o discurso de que este governo não apoia a cultura. Temos uma visão que é preciso quebrar os monopólios dos grandes players, apoiar os artistas do interior”, salientou.

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Escrito por Anna Müller

Bastante ativa nas redes sociais, escrevo conteúdo sobre os mais diversos assuntos para a plataforma i7 Network.