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Auxílio Emergencial: Guedes muda discurso e cita condição para benefício ser prorrogado até 2021

Paulo Guedes participou de uma teleconferência nesta terça-feira (10) e trouxe novos desdobramentos de uma possível extensão do benefício.

Caixa - Agência Brasil

Depois de cravar que o Auxílio Emergencial teria os pagamentos suspensos em dezembro, conforme foi fixado na última medida provisória do benefício, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta terça-feira (10), que o programa que tem ajudado milhares de brasileiros nos últimos meses poderá ter uma extensão no próximo ano.

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Segundo ele, isso só ocorrerá, no entanto, se o país for atingido por uma nova onda do coronavírus, cenário já visto em muitos países da Europa, onde os índices de infecção voltaram a subir.

“Deixamos bem claro para todo mundo: se houver uma segunda onda no Brasil, temos já os mecanismos. Digitalizamos 64 milhões de brasileiros. Sabemos quem são, onde estão e o que eles precisam para sobreviver”, disse Paulo Guedes, em teleconferência com a agência Blomberg.

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Na entrevista, Guedes ainda pontuou que os gastos com a Covid-19, que representam mais de 8% do PIB, ficariam em patamares inferiores em caso de um crescimento significativo de infecção do coronavírus. Até o momento, quase 68 milhões de brasileiros já receberam ao menos uma cota do programa criado pelo governo federal

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Indefinição pode ajudar

No Congresso Nacional, alguns parlamentares já se movimentam para solicitar uma nova extensão do Auxílio Emergencial. O fato do Renda Cidadã, novo programa que o governo pretender lançar em substituição ao Bolsa Família, ainda estar com questões pendentes e um cenário de indefinição, pode ser utilizado pelos políticos favoráveis à prorrogação do benefício. Para isso, o decreto de estado de calamidade, vigente até dezembro, precisar ser estendido.

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