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Voluntário brasileiro que morreu durante testes da vacina chinesa não estava com Covid-19 e não tinha doenças

Paciente de 33 anos não teve a identidade revelada, e comitê da Anvisa analisará caso.

O Globo

Em nota emitida na noite da última segunda-feira (9), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a suspensão dos testes da vacina chinesa CoronaVac em solo nacional, após ter sido registrado um “efeito adverso grave”.

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O imunizante desenvolvido pelo laboratório Sinovac vem sendo ministrada na fase 3 de dos testes pelo Instituto Butantan, São Paulo. Segundo informações da CBN, foi registrada a morte de um voluntário no dia 29 de outubro, e diante disso será montado um comitê pela Anvisa para avaliação do caso. O motivo da morte é desconhecido, mas já se sabe que o voluntário não tinha Covid-19. 

De acordo com informações do jornalista José Roberto Burnier, da GloboNews, a morte do voluntário não foi provocada por doença respiratória. O homem de 33 anos não tinha nenhuma comorbidade.

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Butantan se pronuncia

Pouco depois da determinação da Anvisa, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, se pronunciou sobre o assunto e disse que a morte do voluntário não está ligado com a vacina, e mostrou surpresa com a decisão de suspender os testes do imunizante. 

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“Em primeiro, a Anvisa foi notificada de um óbito, não de um efeito adverso. Isso é diferente. Nós até estranhamos um pouco essa decisão da Anvisa, porque é um óbito não relacionado à vacina”, afirmou Dimas Covas, em entrevista à TV Cultura.

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Os testes da CoronaVac em solo nacional conta com quase 10 mil voluntários. Além do Brasil, Turquia e Indonésia também estão testando a vacina chinesa.

Acordo

Ainda na última segunda (9), o governador de São Paulo, João Doria, afirmou que até o dia 20 de novembro, 120 mil doses da CoronaVac chegariam ao Brasil. O acordo feito com o laboratório chinês prevê 6 milhões de doses da vacina.

O Butantan já está construindo um laboratório para a produção do imunizante contra a Covid-19.

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