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Filho de paciente que morreu após incêndio em hospital faz forte desabafo e vai à Justiça: ‘negligência’

Núbia foi a primeira paciente com morte confirmada após o incêndio atingir Hospital Federal de Bonsucesso.

Tatiana Campbell/UOL

A radiologista Núbia da Silva Rodrigues, de 42 anos, foi uma das vítimas fatais após o incêndio que atingiu o prédio 1 do Hospital Federal de Bonsucesso, na última terça-feira (27). Diagnosticada com um quadro grave de Covid-19, ela acabou não resistindo no ato da transferência para outro setor da unidade.

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Em entrevista ao UOL, o filho de Núbia, Patrick da Silva Pinheiro Machado, de 23 anos, fez um forte desabafo sobre as condições em que a mãe foi transferida, acusando o hospital de negligência. Segundo o jovem, a radiologista foi transferida enrolada em um lençol através de escada. Ela estava intubada, por conta da gravidade da infecção. 

O incêndio na unidade da Zona Norte do Rio de Janeiro deixou quatro pacientes mortos, ao menos três deles dependiam de aparelhos, e faleceram após a transferência. 

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Inconformado, Patrick teceu duras críticas ao socorro dado pelo hospital para a mãe, que estava em um estado delicado. 

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“Isso foi uma negligência, porque enquanto ela estava intubada, estava bem. Muitas pessoas já tiveram 100% do pulmão comprometido e voltaram. A gente não teve essa esperança, porque perdemos isso quando teve esse incêndio. Os médicos até tentaram fazer o possível, mas essa parte administrativa do hospital deixou a desejar”, desabafou o jovem.

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No prédio 1, onde o foco do incêndio começou, não há rampas, somente escadas. Diante do ocorrido, como não tinha mais energia, os elevadores estavam parados no momento. 

Primeiro óbito

A morte de Núbia foi a primeira confirmada pela direção do hospital carioca. A radiologista estava internada no CTI da ala de Covid-19, e havia dado entrada na unidade hospitalar no dia 23 de outubro, com 75% do pulmão comprometido. Três dias depois, ela precisou ser intubada, e no dia seguinte, o prédio 1 acabou sendo atingido pelo fogo. No ato da transferência, Núbia sofreu uma parada cardíaca e não resistiu.

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