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Auxílio Emergencial: Maia volta a falar sobre benefício e deixa brasileiros esperançosos por MP

Benefício já atendeu mais de 67 milhões de brasileiros desde o início do período pandêmico.

Agência Brasil - Montagem: Cido Vieira

O Auxílio Emergencial tem sido um verdadeiro alento na vida de milhares de brasileiros em tempos de pandemia do coronavírus. No entanto, o benefício criado pelo Governo Federal tem sua data de vigência fixada até o mês de dezembro, e os beneficiários têm se mostrado preocupados com o futuro sem a renda adicional.

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Apesar do governo Jair Bolsonaro rechaçar no momento uma possibilidade de nova extensão do benefício até o próximo ano, os brasileiros ainda estão com esperança do programa perdurar por mais alguns meses, diante do cenário de indefinição do lançamento de um novo programa social.

Na última terça-feira (27), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que pauta a Medida Provisória (MP) da prorrogação do Auxílio Emergencial pode ser uma “alternativa” ao impasse gerada pela obstrução da Casa, reforçada pela base do governo. 

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Desde que a nova extensão do benefício foi fixada pelo governo federal via Medida Provisória, a oposição tem se mostrado contra, e busca reverter o valor da ajuda mensal para os R$ 600 pagos nos cincos primeiros meses do benefício. O governo federal, por sua vez, através de seus aliados no Planalto, vem adotando uma postura de obstrução dos trabalhos, visando impedir a análise da MP 1.000.

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Diante desse impasse, a oposição tem se negado votar outras propostas enquanto a MP não for pautada e analisada. Apesar disso, as parcelas adicionais do Auxílio Emergencial continuam sendo pagas para milhares de beneficiários. Integrantes do Bolsa Família, por exemplo, já estão no cronograma da sétima parcela, a segunda cota extra do programa no valor de R$ 300. 

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Questionado por jornalistas na coletiva sobre a possibilidade de colocar a MP em votação, Maia confirmou que isso pode ocorrer em breve. 


“Pode ser uma alternativa, se a base do governo continuar obstruindo. Se o governo não tem interesse nas suas medidas provisórias, eu não tenho o que fazer”,
disparou o presidente da Câmara. 

Mais calma

Ainda na coletiva, Maia disse que o governo necessita de um ambiente mais ameno e de no mínimo de 308 votos para aprovar matérias do seu interesse, como por exemplo a PEC emergencial, que dará condições para uma ampliação do teto de gastos, possibilitando assim a criação do Renda Cidadã, programa que ficará no lugar do Bolsa Família.

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