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Padre que ficou desaparecido na PB forjou próprio sequestro e teria tentado tirar a vida após ser vítima de extorsão

Delegado responsável pelo caso trouxe novos desdobramento sobre o caso envolvendo padre José Gilmar.

Arquivo pessoal/José Gilmar

Há duas semanas, o desaparecimento do padre José Gilmar Moreira intrigou e preocupou moradores de João Pessoa na Paraíba. Depois de três dias sumido, o religioso foi encontrado debilitado e teve que prestar depoimento à polícia. Nesta segunda-feira (26), o superintendente da Polícia Civil, Luciano Soares, revelou que o sacerdote forjou o próprio sequestro e um pedido de socorro porque vinha sendo extorquido. 

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O padre José Gilmar foi achado no dia 16 de outubro, em Jacumã, com sinais de desidratação e debilitado, mas não apresentava sinais de violência. Em depoimento à polícia, o padre deu detalhes do caso, e será indiciado por falsa comunicação de crime.

O caso de extorsão será investigado. Segundo o religioso, os criminosos exigiam R$ 50 mil. As razões que motivaram a extorsão não foram reveladas. 

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Suposta tentativa de tirar a própria vida

Em depoimento, o religioso disse que vinha sendo alvo de extorsão e não queria utilizar o dinheiro que tinha acesso na igreja para efetuar o pagamento. O sacerdote alegou não ter procurado a polícia com receio do que poderia acontecido com ele.

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Antes do prazo final para o pagamento do R$ 50 mil exigido, – dia 13 de outubro, às 14h – José Gilmar resolveu dirigir rumo ao Litoral Sul para tentar se afogar na praia de Coqueirinho. Já no local, ele mandou uma mensagem de socorro para um funcionário da igreja que não costumava utilizar muito o celular já calculando que o pedido seria visto depois.

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“Ele deixa claro que mandou aquela mensagem quando já se encontrava no Litoral Sul e queria que todos imaginassem que ele estaria sendo vítima. Foi forjado”, disse o delegado responsável pelo caso. 

Depois de tentar tirar cabo da própria vida, o religioso se arrependeu do ato, e passou dias rezando no carro, relatou o delegado.

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