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‘Volto rápido’ e ‘tô apavorado’: histórias comoventes e as últimas mensagens de vítimas da Covid-19 no Brasil

Familiares de pessoas que morreram em razão do coronavírus mostram algumas das últimas mensagens dos entes queridos.

G1

A pandemia do coronavírus tem deixado marcas profundas em muitas famílias. As perdas não têm sido fáceis de enfrentar. A história da médica Monique Batista, de 29 anos, uma das vítimas fatais da Covid-19, é realmente de partir o coração. Pouco antes de ser intubada, ela mandou mensagens de texto ao noivo dizendo: “Eu volto rápido”.

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Infelizmente, a médica morreu em decorrência das complicações do vírus. Monique está no rol de quase 150 mil mortos contabilizados no Brasil, segundo informação do Ministério da Saúde. A primeira morte foi registrada no país em 12 de março. No mundo, mais de 1 milhão de pessoas perderam a vida em decorrência da Covid-19.

Em meio a tantas vidas perdidas em virtude da doença, várias histórias vêm se desenhando e comovendo a sociedade. Para quem sobreviveu fica a dor da saudade e as doces lembranças daqueles que partiram de forma precoce e tão inesperada. Devido ao isolamento social, muitos familiares nem sequer tiveram a chance de dar o último adeus ao seu ente querido.

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Para grande parte dos parentes e amigos dos que faleceram, as trocas de mensagens através de aplicativos são as últimas recordações. A jovem Monique Batista tinha o grande sonho de ser médica e se formou em meados de 2019. Desde o começo da pandemia atuou na linha de frente do combate ao coronavírus.

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“O sonho da vida dela, desde a infância, sempre foi ser médica. Ela era extremamente prestativa e, mesmo sendo asmática, nunca pensou em parar de trabalhar quando a pandemia começou”, disse o noivo, Arthur Varmeling.

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‘Tô apavorado’

Já Felipe Garcia, tinha 36 anos e uma das suas últimas mensagens foi relatar o medo que sentia ao enfrentar o difícil momento da doença. A família acredita que ele tenha contraído o vírus em uma viagem de trabalho.

‘Quero rosas brancas em meu caixão’

Essa foram uma das últimas mensagens de Klediston Kelps, de 22 anos, enviada à sua mãe. A mãe ainda tentou tranquilizar o filho dizendo que estava sendo pessimista, mas, infelizmente, ele não sobreviveu e morreu em virtude da Covid-19.

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