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Bolsonaro se defende ao falar sobre Auxílio Emergencial de US$ 1 mil citado na ONU

Benefício vem sendo pago a milhares de brasileiros desde a intensificação da pandemia no país.

Agência Brasil - Montagem: Cido Vieira

Nesta semana, o presidente Jair Bolsonaro participou da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em seu pronunciamento, o chefe do Executivo acabou afirmando que o governo federal pagou US$ 1 mil de Auxílio Emergencial para os brasileiros inscritos no programa, o que gerou uma  grande repercussão.

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Aproximação

Em sua live semanal, na última quinta-feira, o presidente Jair Bolsonaro disse que fez uma aproximação do valor, e também citou as 12 milhões de pessoas que recebem a cota dupla, o que segundo ele eleva a média.

“Eu disse no meu discurso da ONU que o total do auxílio emergencial era próximo de US$ 1000, na verdade, dá US$ 960, mas foi o suficiente para baterem em mim”, comentou. “Dos 65 milhões que receberam de R$ 600 tínhamos ali 12 milhões de senhoras com filhos, essas receberam o dobro, o que eleva a média”, disse Bolsonaro.

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Criado no início da pandemia, o Auxílio Emergencial teve uma nova prorrogação no início do mês e será cotado com novas cotas de R$ 300 até dezembro.

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Dona de casa aciona a Justiça

 A declaração incorreta do governante fez com que uma dona de casa do Rio de Janeiro acionasse a Justiça para receber a diferença.

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Beneficiada com R$ 2,4 mil, ou seja, quatro parcelas de R$ 600, a mulher exige receber o valor citado pelo presidente.

Na ponta do lápis, o valor citado por Bolsonaro na ONU não corresponde às cifras pagas pelo governo. Somando todas as parcelas, o benefício chega ao máximo a casa dos R$ 4,2 mil – o que equivale a US$ 766.

Os advogados da dona de casa, Leila Loureiro e Noemy Titan escreveram na petição, que na cotação do dólar, o valor total do benefício que a mulher deveria ter recebido era de R$ 5.540 – se considerado os US$ 1 mil citado pelo presidente Jair Bolsonaro.

A defesa ainda pede um dano moral, o que faz a causa totalizar R$ 9.420. Neste cenário, a juíza federal Angelina Siqueira Costa intimou a União Federal prestar informações em um prazo de 10 dias.

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