Brasil chega a 110 mil mortes por Covid-19 e o que Bolsonaro diz causa polêmica

Presidente da República causou polêmica com posts feitos em suas redes sociais.

PUBLICIDADE

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem sido um dos nomes mais comentados em todo o Brasil em meio a pandemia do novo coronavírus. Para alguns, Bolsonaro tem responsabilidade pelas mais de 110 mil mortes (marca alcançada nesta terça-feira) causadas pela Covid-19. Para outros, o presidente tem feito o seu trabalho de forma correta.

PUBLICIDADE

No último domingo (18), Bolsonaro usou as redes sociais para falar sobre a doença causada pelo novo coronavírus. Em post, o presidente da República afirmou que um dos melhores estudos sobre a doença concluiu que a maioria das pessoas é imune ao vírus que já matou mais de 700 mil pessoas em todo o planeta.

“Também que a política de ‘fechar tudo’ teria sido baseada em ciência falha, e as consequências danosas à sociedade serão sentidas por décadas. Vale a pena conhecer os detalhes desse estudo de Karl Friston, confirmados pelo o que realmente aconteceu”, escreveu Jair Bolsonaro.

Maioria está imune à Covid-19?

A afirmação feita por Jair Bolsonaro é rebatida até mesmo por ex-funcionários do Ministério da Saúde. Em entrevista ao UOL, o epidemiologista Fábio Mesquita, que atuou como diretor do Departamento de Aids, DST e Hepatites virais afirmou que não existe imunidade à Covid-19 para a maioria das pessoas, como publicou o presidente.

PUBLICIDADE

A pessoa só pode ser considerada imune quando está vacinada ou quando já teve a doença e seu sistema imunológico produziu uma resposta protetora“, afirmou a microbiologista Matalia Pasternak, presidente do instituto Questão de Ciência. Além disso, Friston não é o autor do estudo, assinado por 20 pessoas. O trabalho foi publicado na revista americana Cell.