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Quem vai ter prioridade na vacinação contra o novo coronavírus? Conheça estratégia discutida pelo governo

Estudiosos defendem que é preciso construir estratégia própria para a vacinação contra o vírus da Covid.

OGlobo

Quem vai ter prioridade na vacinação contra o novo coronavírus? Certamente, essa é uma pergunta feita por muitos brasileiros atualmente. Afinal de contas, quando a vacina contra a Covid-19 ficar pronta uma grande expectativa em relação aos critérios que serão utilizados vai tomar conta da população.

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Por esse motivo, o Ministério da Saúde já vem discutindo quais serão os critérios utilizados para a vacinação contra a Covid-19. Como não existe uma perspectiva para poder fazer a imunização de toda população de uma única vez, é importante pensar quais vão ser os grupos a receber a dose prioritariamente.

Especialistas no assunto apontam que antes de se tomar uma decisão, é necessário que se considere as pessoas com maior risco como prioritárias. Contudo, essa estratégia é divergente da que já foi divulgada pelo governo recentemente. Conforme Arnaldo Medeiros, que é o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, o governo até então pretende usar a mesma estratégia na vacinação da gripe que é provocada pelo vírus Influenza.

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Todavia, é preciso ressaltar que os grupos de risco das duas doenças não são iguais. “É um absurdo as possíveis vacinas contra Sars-Cov-2 seguirem a mesma lógica de vacinação da Influenza. É um erro. Doenças diferentes requerem estratégias diferentes. Na estratégia contra Influenza, as crianças estão entre os grupos prioritários, o que é diferente da Covid-19”, pontuou Fernando Hellmann, que é especialista em saúde coletiva e também atua como pesquisador na UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina.

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Quando a vacina estiver disponível, ela precisa dar igualdade de oportunidade em sobrevivência a doenças entre toda a população. No caso da vacinação da gripe Influenza, a estratégia foi definida no ano de 2010 para combater a pandemia que começou em 2009, porém vale frisar que atingiu o mundo em uma escala muito menor do que o novo coronavírus.

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