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Brasil atinge 100 mil mortes pela Covid-19 e ex-Ministro Mandetta faz dura acusação contra Bolsonaro

Bolsonaro chegou a defender o isolamento vertical no início da pandemia da Covid-19.

Agência Brasil

De acordo com o consórcio de imprensa, o Brasil atingiu, neste sábado (08), a marca de 100 mil mortes em decorrência da pandemia do coronavírus. O ministro da Saúde do Governo Federal no início da pandemia, Luiz Henrique Mandetta, falou sobre o cenário da pandemia, e teceu duras críticas ao presidente Bolsonaro, que teria feito “vistas grossas” para o problema que país estava prestes a enfrentar.

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Segundo Mandetta, ele levou previsões de mortes por Covid-19 ao chefe do Executivo, que por sua vez, queria que o Governo Federal não envolvesse no combate ao coronavírus. “O presidente jogou a toalha do combate à pandemia logo no começo. Expus para ele todos os números de cada cenário. Ele tomou a decisão de não fazer o isolamento. Ele queria que o Governo Federal saísse do combate à pandemia e fosse deixado só com prefeitos e governadores”, disse Mandetta. 

O ex-responsável pelo Ministério da Saúde ainda disse que a proposta de Bolsonaro em adotar o isolamento verticial seria uma verdadeira “carnificina” e prolongaria a pandemia por um longo tempo, sem contar no número muito mais expressivo de vítimas.

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Mais do que a Guerra do Paraguai e Gripe Espanhola

Os números expressivos de óbitos por conta da pandemia já superam sozinhos o índice de mortes computados na Guerra do Paraguai, onde 50 mil integrantes das tropas brasileiras morreram, e também durante o período da Gripe Espanhola, quando cerca de 35 mil brasileiros foram vítimas fatais da doença.

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Na escala interna, os estados de São Paulo, Bahia e Ceará aparecem entre os mais afetados em decorrência da pandemia da Covid-19. No país já são quase 3 milhões de casos de infectados, sendo que 2 milhões já se recuperaram. 

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