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Auxílio Emergencial: Secretário do Tesouro admite possibilidade de nova prorrogação; quais seriam os valores?

Segundo o presidente Jair Bolsonaro, os pagamentos mensais do benefício chegam a R$ 50 bilhões.

UOL

O Auxílio Emergencial se tornou um alívio para milhões de brasileiros diante da crise instaurada por conta da pandemia do coronavírus. Sendo pago desde abril, o benefício pode sofrer uma nova prorrogação devido o cenário do país ainda estar delicado. Na última quinta-feira (6), o secretário do Tesoura Nacional, Bruno Funchal, revelou que há sim a possibilidade do governo federal estender novamente o benefício.

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De acordo com Funchal, a decisão será política e dependerá de como estará a real situação da economia no país. 

“Do meio para o fim do agosto, vai ter essa discussão de se prorroga ou não. E, se prorrogar, qual a dimensão”, disse o secretário do Tesouro em videoconferência promovida pelo site Jota. 

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Ainda de acordo com Funchal, pelo fato do país se encontrar em uma situação melhor em relação ao início da pandemia, bem como já estar com um déficit grande nos cofres, se aprovada, uma nova extensão será com valores bem menores.

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Cifras

No início da pandemia, o ministro Paulo Guedes defendia que o Auxílio Emergencial girasse em torno de R$ 200 a R$ 300, proposta que foi rechaçada pelo Congresso, que ampliou as parcelas para o valor de R$ 600. 

Na nova extensão realizada em junho, o governo federal chegou a cogitar a possibilidade de fazer pagamentos intercalados, com valores de parcelas diferenciados. Contudo, como dependia do aval dos parlamentares, o modelo com duas parcela de R$ 600 foi mantido.

Agora, o governo federal estuda nos bastidores a possibilidade de uma nova ampliação de parcelas do benefício. Contudo, pelo fato de ser um valor menor, a proposta terá que passar pelo aval do Congresso, que novamente pode mostrar resistência. 

No início da semana, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que dificilmente o benefício seria estendido por conta do alto custo aos cofres públicos. 

“Não dá para continuar muito porque, por mês, custa R$ 50 bi”, disse o chefe do Executivo, que aproveitou para criticar alguns governadores que continuam com uma rígida política de isolamento.

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