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Voluntária em teste da vacina contra Covid-19 relata sintomas após receber dose

Médica se mostra esperançosa para que vacina coloque um fim na pandemia do coronavírus.

Tânia Rêgo/Agência Brasil

Tida como uma das vacinas contra a Covid-19 mais adiantadas em escala global, o imunizante desenvolvido pela Universidade de Oxford vem sendo testada em solo nacional há cerca de um mês. Em entrevista exclusiva ao G1, uma pediatra que havia se candidatado para receber a dose assim que as inscrições foram abertas, contou que recebeu a vacina no último fim de semana.

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Após um longo tempo de espera e nutrindo a esperança de ser selecionada, a médica que trabalha na linha de frente contra a Covid-19, foi chamada para realizar uma triagem e foi aceita para participar do estudo. 

Na conversa com o portal, a pediatra que teve o nome sob sigilo, informou que sentiu alguns sintomas após receber o imunizante, algo que é encarado como normal, e presente em quase todos os voluntários que foram vacinados.

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“Eu estou tranquila, alguns colegas meus já tomaram, também desse hospital que eu trabalho. Um teve um pouquinho de reação, febre, dor no corpo, mas é esperado em qualquer vacina e e os outros dois não sentiram nada, então, eu estou, na verdade, esperançosa. Eu confio na Unifesp, eu confio em Oxford, então, eu acho que estou indo bem tranquila”, disse a médica.

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Divisão

Nesta bateria de testagem, que se encontra na fase 3, os participantes são separados em dois grupos: uma parcela recebe a vacina experimental, enquanto outros recebem um imunizante de meningite. O estudo é intitulado de duplo cego, uma vez que pesquisadores e voluntários não sabem quem recebeu qual tipo de imunização.

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Sucesso inicial

Nesta segunda (20), cientistas de Oxford, no Reino Unido, informaram que através dos resultados preliminares contatados nas duas fases da testagem, a vacina se apresentou segura e ainda induziu a resposta do sistema imunológico nos voluntários testados. 

Apesar disso, o resultado ainda não permite definir se uma pessoa vacinada fica imune do coronavírus. Ao que tudo indica, se avançar todos os processos de forma positiva, a vacina de Oxford deve ser registrada em junho de 2021.

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