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Auxílio Emergencial: TCU aponta que mais de meio milhão de pessoas foram excluídas do benefício

Parcelas extras do benefício representam um gasto de mais de R$ 100 bilhões para os cofres brasileiros.

Divulgação - Governo Federal

O Auxílio Emergencial tem sido um alento para os brasileiros em tempos de crise, por conta da pandemia. No entanto, muitas pessoas acabaram solicitando o benefício desrespeitando os pré-requisitos fixados pelo governo federal, recebendo assim os R$ 600 de forma indevida. 

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De acordo com um balanço feito pelo Tribunal de Contas da União (TCU), mais de 565 mil beneficiários foram excluídos do programa em maio por não terem direito ao benefício. Os cortes foram feitos pelo Ministério da Cidadania, responsável por passar o montante para a Caixa Econômica Federal.

Anteriormente, o TCU já havia informado que fará o envio de casos de pessoas que receberam o Auxílio Emergencial de forma indevida para o Ministério Público, que decidirá se será aberta ou não ações penais contra essas pessoas.

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O relatório aponta que 565.351 beneficiários excluídos chegaram a receber a primeira parcela do benefício no mês de abril, mas foram automaticamente cortadas das parcelas seguintes.

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Veja os motivos listados pelo Ministério da Cidadania para a exclusão dos cadastros:

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  • benefício em nome de um preso;
  • beneficiário residente no exterior;
  • morte indicada em base da Receita Federal;
  • beneficiários com mandados de prisão;
  • remoção solicitada pela própria pessoa.

Na última semana, outro relatório do TCU afirmou que cerca de 620 mil pessoas cadastradas no programa do governo federal apresentavam indícios de irregularidades. Na lista estariam servidores públicos, pessoas que estão recebendo seguro desemprego ou outro benefício previdenciário, além de pessoas mortas – cerca de 17 mil.

Parcelas adicionais do Auxílio Emergencial

Na terça-feira passada, o governo federal anunciou a extensão do Auxílio Emergencial por mais dois meses. Diante disso, os brasileiros receberão mais R$ 1.200, em dois meses. O formato de pagamento das parcelas, no entanto, ainda não foi divulgado oficialmente.

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