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Padre que chamou Bolsonaro de bandido teve discussão quente com apoiadora do presidente no dia da polêmica

Sacerdote afirma que ‘discussão acalorada’ com eleitora de Bolsonaro pode ter sido estopim para suas fortes declarações contra o presidente.

Reprodução Isto É / Reprodução Globo

O padre Edson Adélio Tagliaferro viralizou na internet desde o último fim de semana após aparecer detonando o presidente da República, Jair Bolsonaro, durante a realização de uma homilia em uma missa na Igreja Matriz Nossa Senhora das Dores, no município de Artur Nogueira, interior paulista.

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No vídeo, o pároco teve fortes críticas ao governo atual, afirmando que os eleitores de Bolsonaro deveriam se confessar pelo “erro” de ter o elegido para a presidência. Além disso, Tagliaferro chamou o chefe do Executivo de bandido.

Após o vídeo circular nas redes sociais e ter uma enorme repercussão, o sacerdote resolveu se pronunciar na última segunda (6). Segundo Edson Adélio sua fala acabou sendo “descontextualizada”, mas ele continuou deixando bem claro o seu posicionamento contra o governo, e ainda revelou que teve uma confusão com uma apoiadora de Bolsonaro horas antes do vídeo polêmico.

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“É bom que saibam reconhecer no padre um ser humano que também sofre as incoerências da vida, tem suas lutas interiores e desafios exteriores a enfrentar. Naquele dia específico, eu tive uma conversa acalorada com uma apoiadora do presidente da República. Isso talvez tenha sido decisivo para o ocorrido”, contou Tagliaferro em nota divulgada.

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Críticas

A postura de Edson Adélio causou um certo desconforto até mesmo dentro do próprio clero. Responsável pela Diocese de Limeira, o bispo Dom José Roberto Fortes Palau lamentou que o trecho da homilia tenha se tornado fato de repercussão nacional pela utilização de palavras inadequadas. 

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Referência dos padres comunicadores no país, o Padre Zezinho, também não aprovou a atitude de Tagliaferro, afirmando que o “púlpito é da Igreja, não do padre”.

Nas redes sociais, a repercussão das declarações do sacerdote foi imensa, com divisão de opiniões entre apoiadores de Bolsonaro e pessoas contrárias ao governo.

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