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Curados da Covid-19 podem desenvolver síndrome após a doença e sintomas preocupam médicos

Coronavírus já vitimou mais de 64 mil pessoas no país, e continua registrando índice impactantes.

Veja / Montagem Russel

A pandemia do coronavírus segue assolando a população mundial com o surgimento exponencial de novos casos diariamente. Doença até então desconhecida dos cientistas, a enfermidade pode deixar sequelas até mesmo em pessoas que se recuperaram facilmente dela.

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Exercer tarefas do cotidiano como subir uma escala, obstáculos intransponíveis e caminhadas por longos períodos podem “acusar o golpe” de que o coronavírus é transformador, e pode representar dificuldades nos casos de infectados “recuperados”.

Médicos do mundo todo estão notando o que chamam de síndrome pós-Covid-19, uma epidemia de consequências que a exemplo do próprio vírus é silenciosa. Segundo estudos, esta síndrome pode afetar não só pacientes que contraíram a doença de uma forma mais grave, como aqueles que tiveram quadro leves e moderados.

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Parte dos infectados recuperados sentem sintomas como fadiga física e mental profunda, além de dores, dificuldade para respirar, fraqueza muscular, dormência, alterações na pele, inchaços e dores.

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“Tenho visto pacientes pós-Covid com fadiga crônica e dores neuropáticas. Não sabemos por que acontece, quais pacientes são mais vulneráveis e qual o percentual de pessoas que tiveram Covid-19 é suscetível a ter esse tipo de acometimento. Mas ele existe e pode se tornar um problema para muita gente”, afirma Gabriel de Freitas, neurologista pesquisador do Instituto D´Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) e da Universidade Federal Fluminense (UFF). 

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Segundo Freitas, a busca por atendimento de mulheres jovens, de até 50 anos, tem crescido significativamente, e os relatos condizem com sintomas de fagida crônica, que exames de sangue e imagem não podem constatar, o que deixam as pacientes desesperadas.

Números da pandemia

O Brasil segue registrando números expressivos da Covid-19, mantendo uma média negativa nos últimos dias de mil óbitos/diários. Segundo o consórcio de veículos da imprensa, o último balanço apontava 64.375 mortes em decorrência da doença.

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