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Novo coronavírus: quarentena pode causar distúrbio mental, alertam especialistas

Estudo na China mostra que até 20% das pessoas já desencadearam sintomas de estresse pós-traumático.

Foto: UOL

A cidade epicentro da pandemia do covid-19 não é mais a mesma. Wuhan não tem confirmação de novos casos do coronavírus, os hospitais se esvaziaram e a maioria das pessoas retornaram as suas rotinas de antes da doença.

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Contudo, a normalidade, de fato, na China e nas regiões mais atingidas pelo vírus pode ter um tempo maior para acontecer.

O organismo está passando por recuperação. Porém, de acordo com uma pesquisa da Universidade Médica Naval de Shangai (Umns), a saúde mental da população asiática está em risco já que 20% já apresentam sinais de estresse pós-traumático (TSPT). Esse transtorno também esteve presente na nação após a epidemia Sars há quase 20 anos atrás.

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Em uma pequena amostra do que a quarentena pode gerar nas pessoas, o estudo publicado no site médico MedRvix mostra a ameaça real desse isolamento social durante a pandemia.

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Durante 4 dias, pesquisadores da Faculdade de Psicologia e Saúde Mental realizaram uma enquete virtual na China para identificar os fatores de risco do distúrbio mental, chamado de TSPT agudo.

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A proporção de casos existentes do distúrbio foi de 4,6%; 5,2% nas pessoas do grupo de baixo risco, 18,4% no de alto risco de mortalidade. Já entre as pessoas que trabalham na saúde sinais do transtorno alcançaram os 4,4%.

De acordo com Luna Sun, um dos desenvolvedores da matéria, os sintomas de TSPT podem ser mais perigosos em todos os indivíduos já que apenas uma pequena parcela tinha a confirmação ou a suspeita de ter o coronavírus. “Acreditamos que seja necessário dar atenção especial às mulheres e aos com alto risco de infecção”, disse a autora que também alerta para um cuidado maior com a população que teve contato com pessoas adoecidas ou vivem em regiões com alto número de casos do covid-19.

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